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Para OAB Só decisão sobre intervenção pode acabar com instabilidade política no DF

24/02/2010 por Agência Brasil
Em meio à possibilidade de intervenção federal e ao julgamento definitivo do habeas corpus do governador afastado, José Roberto Arruda (sem partido), o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defende a necessidade de acabar com a instabilidade política na capital do país.

O presidente da OAB disse que enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decidir a questão da intervenção não haverá tranquilidade para qualquer um que assumir o Governo do Distrito Federal (GDF).

"Agora o fundamental para que se possa ter uma leitura mais tranquila é que o Superior Tribunal Federal (STF) jugue o pedido de intervenção, afim de que aquele que assuma tenha a tranquilidade poder governar", afirmou hoje (24) em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo Ophir, a posição da OAB é apoiar o que o STF determinar. "Havendo intervenção vamos trabalhar para que haja uma coalizão de forças em favor de Brasília. Se não houver intervenção, também trabalharemos nesse sentido. Nossa proposta é de que se pacifique tudo, que se chegue a um consenso para acabar com a crise."

Já o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) , Mozart Valadares, acredita que a intervenção é necessária porque os poderes executivo e legislativo do DF não têm condições mínimas para de administrar e dar resposta à população em meio crise.

"É uma crise muito grave em que os poderes estão contaminados por atos de corrupção e infelizmente o sentimento é de que não há outro mecanismo a não ser a intervenção para tentar sanar a contaminação que tomou conta do executivo e da assembleia distrital aqui na capital da república", disse também em entrevista ao Revista Brasil.


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