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Jogo de azar MPF recomenda que a RedeTV! não transmita mais o GamePlay

23/09/2008 por Carta Forense

Programa é transmitido aos domingos e nas madrugadas de segunda-feira e sábado e telespectadores reclamam que ficam muito tempo ao telefone para conseguir participar

O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou hoje que a Rede TV! e a Action Media, produtora do programa, que ambas não produzam nem transmitam mais o programa GamePlay, exibido diariamente entre sábado e segunda-feira. O MPF deu um prazo de 10 dias, a partir da intimação, para que a emissora e a produtora respondam a recomendação.

A apresentadora do GamePlay estimula os telespectadores a ligarem em um número de telefone no estado do Paraná para que tentem participar ao vivo do programa. Não há garantia que, ao telefonar, o telespectador participará da atração no ar já que ele passa antes por uma bateria de perguntas até que chegue a falar diretamente com a apresentadora.

``O jogo GamePlay ignora a figura do telespectador e centraliza-se na do apostador ou participante´´, disse o procurador da República Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, autor da recomendação.

De acordo com o procurador, o objetivo do programa é a arrecadação comercial já que para participar do GamePlay o telespectador deve fazer uma ligação telefônica no valor de um interurbano. ``A finalidade do serviço público de telefonia não pode ser desviada para fazer cobrança no interesse de promotora de jogo de azar´´, destacou.

Schusterschitz considera que o programa GamePlay funciona como um jogo de azar, incitando os telespectadores a apostarem, desviando a finalidade de serviço público da televisão. ``O GamePlay não tem qualquer conteúdo comunicativo, valendo-se ilegitimamente de meio de comunicação social para convertê-lo simplesmente em uma relação comercial entre um participante com a empresa promotora do jogo.´´

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