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Trânsito Motorista que agrediu pedestre com barra de ferro é condenado a 14 anos

20/03/2009 por Carta Forense

O 2º Tribunal do Júri do Rio condenou, na noite de quarta-feira, dia 18, o motorista Itamar Campos Paiva a 14 anos de prisão em regime fechado. Em maio do ano passado, ele agrediu com uma barra de ferro o gerente de compras André Luiz Reuter Lima, durante uma briga de trânsito na Tijuca, Zona Norte do Rio.A sentença foi proferida pelo juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, após uma sessão que durou quase 10 horas.

Os jurados (cinco homens e duas mulheres) consideram Itamar culpado pelo crime de tentativa de homicídio triplamente qualificado - praticado por motivo fútil, colocando em perigo a integridade física de outras pessoas e mediante a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O advogado de defesa de Itamar entrou com recurso, alegando problemas mentais do réu.

O crime ocorreu na noite de 23 de maio, na Rua Almirante Cochrane. Segundo os depoimentos, André Luiz saía de uma pizzaria com os filhos de 13 e 14 anos e um amigo dos adolescentes, quando o grupo quase foi atropelado pelo Uno de Itamar que avançara o sinal. Ao ouvir a reclamação, o motorista parou e manobrou para tentar atingi-los, iniciando uma discussão. Ainda de acordo com as testemunhas, Itamar saltou do carro e agrediu André na cabeça com uma barra de ferro. Ele sofreu afundamento do crânio, tendo sido operado e ficado em coma por cinco meses.

O julgamento, que começou às 14h e terminou às 23h30, contou os depoimentos dos filhos da vítima e do amigo que estava com eles no dia do crime, além de um taxista que estava parado no local.Todos confirmaram os fatos narrados na acusação.André não foi convocado por causa do seu estado de saúde, que ainda exige cuidados. Itamar, que vinha se mantendo em silêncio desde que foi preso, apresentou uma versão classificada de mentirosa pela promotoria. Ele negou ao juiz que tenha avançado o sinal e disse que foi André que o provocou o tempo todo para a briga, acabando por bater com a cabeça na barra de ferro. Ninguém, porém, confirmou esta versão já que não houve testemunhas de defesa.

 

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