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células-tronco Manifestantes protestam em frente ao STF contra pesquisa com embriões

27/05/2008 por Carta Forense
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Em frente ao Supremo Tribunal Federal, manifestante mostra miniatura de feto durante ato contra o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas. Ao fundo, Paulo Fernando, da Associação Pró-Vida Família, e Lídia Said, do Movimento Brasil Sem Aborto Foto: Marcello Casal JR/ABr

Cerca de 50 representantes do Movimento Brasil sem Aborto, da Associação Pró-Vida Família e da Arquidiocese de Brasília realizaram um ato público na manhã de hoje (27), em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O objetivo dos manifestantes foi sensibilizar os ministros para que votem a favor da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3510, que questiona o artigo 5º da Lei de Biossegurança. O dispositivo legal autoriza a realização de pesquisas científicas com células-tronco de embriões que estejam congelados há mais de três anos.

O julgamento da ação será retomado amanhã (28). "O objetivo é sensibilizar os ministros, principalmente aqueles que porventura não tenham um voto definido em relação ao tema e ao julgamento de amanhã, no sentido de que eles possam fazer a opção pela admissibilidade da Adin", afirma Jaime Ferreira Lopes, coordenador nacional do Movimento Nacional em Defesa da Vida - Brasil Sem Aborto.

Para os manifestantes contrários a essa permissão, o uso de células-tronco embrionárias fere o direito à vida. "Nós partimos de um princípio fundamental, o direito inviolável da vida, e essa vida para nós tem início na fecundação, porque, a partir da fecundação, nós temos já definido todo o DNA do ser humano que irá se desenvolver", diz Lopes.

Além disso, eles alegam que os estudos feitos com esse tipo de célula em outros países não têm tido bons resultados, ao contrário das pesquisas com células-tronco de adultos.

"Nós sabemos que as pesquisas com células-tronco [embrionárias] feitas nos países onde são permitidas têm resultado zero, do ponto de vista da aplicação em terapias em seres humanos", afirma o coordenador.

"As células-tronco embrionárias são extremamente resistentes e elas acabam provocando, na experiência em camundongos, alta rejeição e tumores cancerígenos", completa.

Hoje, o assunto vai ser tema de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. O julgamento da ação no STF teve início em 5 de março deste ano e foi suspenso por um pedido de vista do ministro Menezes Direito.

Na ocasião, o relator do processo, ministro Carlos Ayres Britto, e a então presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, votaram contra a ação e a favor da pesquisa com células-tronco embrionárias.

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