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Morro da Providência Justiça libera atuação do exército, mas com limitações

21/06/2008 por Agência Brasil

Rio de Janeiro - O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, no Rio de Janeiro, desembargador Castro Aguiar, suspendeu nesta sexta-feira (20) a decisão da juíza Regina Coeli, da 18ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que havia determinado a retirada das tropas do Exército que atuam no Morro da Providência, no centro da cidade.

Por enquanto os militares ficarão delimitados à Rua Barão de Gamboa, no bairro de Santo Cristo, para garantir a segurança dos engenheiros militares que participam das obras do projeto Cimento Social e para a proteção dos equipamentos utilizados nos canteiros, determinou o desembargador.

Também ficou estabelecido que o governo federal terá um prazo até a próxima quinta-feira (26) para apresentar uma solução definitiva para a segurança do local.

O desembargador Castro Aguiar considerou que a atuação do Exército no local "não poderá alinhar-se em situação de exercício de segurança pública, nem em situação de garantia da lei e da ordem, resguardada apenas sua atuação meramente administrativa, no restrito âmbito do que requer a consecução do convênio e a segurança do pessoal e do material militares envolvido".

O advogado que representa as famílias dos jovens assassinados por traficantes do Morro da Mineira, João Tancredo, defendeu a saída do Exército da comunidade.

"Tanto o Exército quanto a Força Nacional são militares que vêm de outros lugares e não conhecem o dia-a-dia da comunidade. A comunidade não precisa disso porque ela é extremamente ordeira. Deve-se parar de tratar comunidades de gente pobre como lugar de bandido", afirmou.

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