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ADVOCACIA Advogado é condenado por extorsão de empresários em Minas Gerais

24/07/2015 por ASCOM-TJ/MG

A juíza sumariante do II Tribunal do Júri em substituição, Lílian Bastos de Paula, condenou o advogado L.A.S.B. a 4 anos de reclusão em regime aberto pela extorsão de dois empresários belo-horizontinos no bairro Sion, região Centro-Sul da Capital, entre 9 e 10 de abril de 2010. Em decisão publicada em 21 de julho, a magistrada também absolveu o réu quanto aos crimes de sequestro e cárcere privado e associação criminosa.

 

 

De acordo com a denúncia, o advogado forneceu dados sobre as vítimas ao estudante de direito F.C.F.C., mentor dos crimes contra os empresários. F. agiu em companhia do também estudante de direito A.S.L., da médica G.C.F.C., dos ex-policiais militares R.M. e A.L.B.S., do garçom A.G.G. e do pastor S.E.B. O advogado ganhou do líder do grupo um Citroën C3 que pertencia a um dos empresários e abandonou o automóvel dias após o crime, em 16 de abril de 2010, na região de Contagem.

 

 

A juíza Lílian Bastos de Paula entendeu que a extorsão ficou comprovada pelo interrogatório dos demais acusados e pela notícia, trazida pelo próprio acusado, em seu interrogatório, de que ele recebera um carro presenteado por F. como pagamento pela informação repassada.

 

 

Quanto aos delitos de sequestro e cárcere privado, destruição, subtração ou ocultação de cadáver e formação de quadrilha e bando armado, a juíza considerou que não havia provas da autoria, pois os outros sete réus afirmaram que o advogado não esteve no apartamento de F. nos dias em que as vítimas foram mortas. A maioria dos acusados declarou que nem sequer conhecia o advogado. Leia a íntegra da sentença.

 

 

O advogado é o último dos envolvidos a ser julgado e o único cujo caso não foi examinado por um júri popular, já que em 8 de julho de 2011 ele foi absolvido dos dois homicídios e acusado por extorsão, sequestro e cárcere privado e associação criminosa. O réu recorreu, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais rejeitou o argumento em março de 2012. L. levou o caso ao Superior Tribunal de Justiça, que determinou ao juiz que absolveu o réu ou proferir sentença ou encaminhar os autos para o juízo que considerasse competente.

 

 

 

L. aguardou o julgamento solto e poderá recorrer em liberdade, porque foi condenado a cumprir pena em regime aberto. Acompanhe a movimentação do caso.

 

Tags: Advocacia

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