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Atropelamento Acusado foi condenado a mais de 22 anos de reclusão

20/10/2008 por Carta Forense
Terminou pouco antes das 22h desta sexta-feira, 17/10, o julgamento do motorista acusado de atropelar e matar uma voluntária na evangelização dos presos do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. O réu foi condenado a vinte e dois anos e dois meses de reclusão a ser cumprida inicialmente em regime fechado. A decisão é da juíza do 2º Tribunal do Júri de Ceilândia.

Esse crime teve grande repercussão no DF, a voluntária morreu um dia antes da exibição do filme "Dia de Visita", sobre a sua vida, na 40ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 24 de novembro de 2007, por volta das 15h30, na Ceilândia, o motorista de forma livre e com intenção de matar, atropelou a vítima, além de tentar contra o filho dela.

O denunciado dirigiu ao local para cobrar do filho da vítima uma dívida de aluguel. A voluntária atendeu o réu e informou que o filho não teria condições de efetuar o pagamento. O denunciado, inconformado, passou a ofender a vítima e estabeleceu prazo para a quitação da dívida.

Durante as ofensas verbais proferidas pelo denunciado, o filho da voluntária saiu do interior da residência e intercedeu em favor de sua mãe. O motorista entrou no automóvel e se afastou do local. No entanto, o condutor do veículo, retornou de marcha-ré e, intencionalmente, conduziu o veículo em direção das vítimas.

O filho da voluntária, ao perceber, desviou-se do veículo e tentou evitar que sua mãe fosse atingida, porém, não conseguiu evitar a colisão. O denunciado, após o atropelamento, afastou-se novamente, engatou uma marcha ré e atropelou outra vez a vítima, que já se encontrava caída na calçada.

O réu foi condenado penas dos crimes previstos nos artigos 121, §2º, IV e 121, §2º, IV c.c 14, II, todos do Código Penal. O crime dificultou a defesa das vítimas e teve motivo torpe.

De acordo com a sentença, "o réu não poderá apelar em liberdade, pois permanecem íntegras as razões da prisão preventiva. Trata-se de réu reincidente, que após a prática delitiva empreendeu fuga. Tem ainda outras penas privativas de liberdade para cumprir e solto, poderá novamente empreender fuga, frustrando a aplicação da lei penal."

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