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ENTREVISTA O Advogado de 18 anos

05/09/2018 por Mateus Costa

 

Como conseguiu entrar na faculdade tão jovem?

Não foi fácil. Quando fui aprovado no vestibular, eu ainda estava no 9º ano do ensino fundamental. Só que, para matricular-me na UnB, precisava ter o diploma do ensino médio. Eu recebi o resultado da aprovação numa terça, e o prazo final para matrícula na UnB era na sexta seguinte. Tive que correr atrás de uma liminar judicial, que me permitisse concluir o 9º ano e fazer todo o ensino médio em um supletivo. Felizmente, meu caso foi distribuído a um juiz que concedeu meu pedido de aceleração escolar. Então, fiz em 24h todas as provas do 9º ano do ensino fundamental e dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. Foi uma maratona dura e cansativa. Pelo menos passei em todas as provas. Concluí o ensino médio na sexta pela manhã e fiz minha matrícula na UnB sexta à tarde, no último dia do prazo. Essa foi minha trajetória do 9º ano da escola diretamente para a faculdade.

 

Quais foram seus principais desafios na graduação em razão da sua idade?

Academicamente, não tive nenhum prejuízo causado pela idade. Socialmente, entretanto, houve desafios. Eu não podia, por exemplo, frequentar a maioria dos lugares que meus amigos frequentavam, porque eram proibidos para menores de idade. Foi um desafio porque me impediu de ter uma experiência universitária totalmente normal, mas eu nunca liguei muito para isso.

 

Como foi passar a adolescência numa das principais faculdades de Direito do país?

Foi a melhor coisa que poderia ter ocorrido na minha vida. Amadureci, cresci como pessoa. Ao invés de ficar nas salas fechadas do colégio, ampliei meus horizontes e fui estudar com os grandes professores da UnB. Não foi fácil tomar a decisão de entrar tão cedo na faculdade. Mas hoje, em retrospectiva, tenho certeza de que foi a escolha certa.

 

Como era a relação com os colegas de classe?

Sempre foi uma relação normal, até porque eles não sabiam minha idade. Eu fazia de tudo para escondê-la, porque queria ter uma experiência universitária normal. Muitos colegas e amigos me ligaram quando a história saiu nos jornais, para saber se era eu mesmo.

 

E com os professores?

Sempre tive uma ótima relação com todos meus professores, sem nenhuma exceção. Isso, na verdade, é consequência natural de eu ter sido um aluno comprometido, que dava importância às aulas, lia os textos indicados e realmente vivia a disciplina, em vez de apenas cursá-la.

 

Sendo tão precoce, como pretende aproveitar este ganho de tempo na carreira?

Eu quero fazer pós-graduação fora do Brasil. Trazer para cá as experiências jurídicas que funcionaram em países com instituições mais sólidas do que as nossas. Acho que tenho tempo para ganhar vivência e experiência em outros ordenamentos, o que me amadureceria enquanto jurista brasileiro.

 

Que carreira jurídica pretende seguir?

Gostaria de manter dois eixos na minha vida. Um eixo profissional, como advogado atuante nas áreas de Direito Constitucional, Penal e Eleitoral. Outro eixo acadêmico, como mestrando e doutorando, talvez até professor universitário.

 

Qual o conselho dá para os jovens estudantes de Direito?

Sucesso é uma combinação de inteligência e esforço. Inteligência é escolher a estratégia certa para atingir seus objetivos; esforço é executar com disciplina e diligência a estratégia que você escolheu. Estratégia sem execução não produz resultado. Execução sem estratégia produz resultados ruins.

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MATEUS COSTA

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