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CARREIRA Minha trajetória nos concursos

Em que momento decidiu se enveredar pelos concursos públicos?

Por volta de 2002, quando finalmente comecei a ter retorno financeiro no escritório de advocacia que tinha junto com dois colegas, que comigo se formaram na Faculdade de Direito de Franca em 1996. Percebi que apesar de gostar muito dessa profissão e a respeitar, ela não me satisfazia no que entendia ser a busca da efetivação de Justiça e meu perfil a ela não se adequava.

 

Quando iniciou seu preparo? Qual metodologia usou?

Comecei a me preparar efetivamente em 2005, quando me matriculei num curso preparatório para concursos. As matérias de que eu estava mais distante, como Direito Penal, Processo Penal, Administrativo, já que eu advogava na área cível, eu tentei estudar com maior frequência na semana, observando que os ramos que tinham mais relevância. Segundo o edital da Magistratura de São Paulo, eu tentava estudar também por Doutrina mais aprofundada. Diariamente, antes de dormir à noite, eu reservava alguns minutos para a leitura de súmulas dos Tribunais superiores, da Constituição Federal e da parte geral do Código Civil e do Código Penal, além dos Códigos de Processo Civil e Processo Penal.

 

Quanto tempo demorou para ser aprovada no primeiro concurso?

Felizmente naquele ano, no segundo semestre, teve inicio o 177º  concurso da Magistratura de São Paulo, que terminou em julho de 2006, no qual fui aprovada.

 

A Magistratura Estadual sempre foi seu foco principal?

Sim. Contudo, como naquela época eu temia que os concursos demorassem a ser realizados, também me inscrevi no 84º concurso do Ministério Público de São Paulo, cujo edital era bem próximo do da magistratura, e fui nele até a prova oral.

 

A senhora sofreu alguma cobrança de familiares e amigos pelo resultado pretendido?

Sim. Mas acho que a maior vinha de mim mesma, já que eu tinha abandonado a advocacia e depois me exonerado do cargo de oficial de promotoria para me dedicar aos estudos.

 

Depois de aprovada, como foi sua rotina de Juíza de Direito recém empossada?

De muito trabalho. Tendo tomado posse em 17 de agosto de 2006, permaneci em São Paulo até o dia 19 de dezembro do mesmo ano e assumi,como substituta, a comarca de Maracaí, na circunscrição de Assis no dia seguinte. Na época, minha família estava em Franca, a mais ou menos 400 km, então, o ritmo era intenso.

 

Qual foi o momento mais engraçado ou curioso da sua carreira até agora?

 Não digo engraçados ou curiosos, mas gratificantes, foram momentos como em 2007, eu autorizei não só a mudança de nome, mas também a de sexo, de uma pessoa, transsexual, no Registro Civil, numa época em que tal ainda era muito complexo, ou como em 2011, antes dos precedentes de Tribunais superiores, eu autorizei o casamento civil homoafetivo em sede de prcedimento adminstrativo de habilitação de casamento.

 

E o mais triste?

O mais triste é sempre aquele em que a gente se dá conta que, apesar de todos os esforços envidados, e de sacrifício pessoal, não logramos entregar uma prestação jurisdicional célere e efetivamente justa, ou mesmo aquele em que me deparo com ataques irresponsáveis ao Poder Judiciario em prejuízo de sua relevância para o Estado Democrático de Direito.

 

Quando um acadêmico ou bacharel toma a decisão de ingressar numa carreira pública, qual o primeiro passo a ser dado?

O de estabelecer um compromisso diário com seu objetivo.

 

O que deve esperar o concursando na hora de optar pela carreira na Magistratura Estadual?

Muito trabalho e múltiplos desafios.

 

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DÉBORA CRISTINA FERNANDES ANANIAS ALVES FERREIRA

Débora Cristina Fernandes Ananias Alves Ferreira

Juíza titular da 2ª Vara Judicial da Comarca de Jaboticabal

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