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Entrevista Concursos Minha trajetória nos concursos - Procurador do INSS

02/05/2017 por Frederico Amado

 

Em que momento decidiu se enveredar pelos concursos públicos?

Desde que ingressei na faculdade de direito da Universidade Católica do Salvador no ano de 1997 eu já pensava em prestar concurso público. Nunca tive a idealização de exercer a advocacia privada dissociada do ingresso em cargo público.

 

Quando iniciou seu preparo? Qual metodologia usou?

Nos dois últimos anos da faculdade entre 2000 e 2002 eu já estava estudando na faculdade idealizando a aprovação em concurso público. No último semestre que correspondeu ao primeiro semestre do ano de 2002 eu já pegava apenas duas matérias na faculdade e fazia um curso preparatório para concursos públicos aqui em Salvador e já dividia o tempo entre as últimas matérias da Faculdade e o estudo para concurso público. A essa altura já havia encerrado o ciclo dos estágios que duraram cerca de 3 anos.

Naquela época ainda não tínhamos a enorme cobrança de jurisprudência que hoje é exigida nos concursos. O foco era mais a lei e a doutrina.

 

Quanto tempo demorou para ser aprovado no primeiro concurso?

O estudo específico de um edital para concurso público eu iniciei no ano de 2002, a partir do mês de janeiro e aí já nesse ano eu tentei alguns concursos públicos sem sucesso, até que, no final de 2002, eu participei do concurso público da Advocacia Geral da União para o cargo de Procurador Federal tendo sido aprovado dentro do número de vagas e tomado posse na procuradoria do Ibama no Estado do Pará no ano seguinte no dia 6 de maio.

Quando prestei esse concurso tinha apenas 3 meses de colação de grau. Não era a minha opção principal, pois a prioridade era ser Procurador do Estado da Bahia, carreira que permite o exercício da advocacia privada. Mas não passei da segunda para a terceira fase.

Então, no concurso que fui aprovado para o cargo de Procurador Federal, foram 11 meses de estudo entre janeiro e novembro do ano de 2002.

Até hoje agradeço a Deus por ter me colocado na carreira certa, que me permitiu a especialização no Direito Ambiental (como procurador do Ibama, no início de carreira) e no Direito Previdenciário (como procurador que representa o INSS na atualidade).

 

A Procuradoria Federal sempre foi seu foco principal?

Não. Entre a advocacia pública, magistratura e Ministério Público o que viesse seria de bom tamanho. Apenas nunca prestei concurso para delegado de polícia e defensor público, pois não tenho vocação para essas nobres carreiras. Louvo os que seguem essas carreiras.

 

O senhor sofreu alguma cobrança de familiares e amigos pelo resultado pretendido?

Pouco. Isso porque, por sorte, não demorei muito para ser aprovado. Não houve tempo para a pressão, salvo a minha própria cobrança que sempre foi enorme.

 

Depois de aprovado, como foi sua rotina de um Procurador Federal recém-empossado?

Fui empossado do Estado Pará, em Belém, na Procuradoria do IBAMA, laborando também em Marabá (minha sede) e em Santarém durante os anos de 2003 e 2004. Após, logrei êxito em concurso de remoção, sendo transferido para a Procuradoria Federal da Bahia onde, desde 2007, atuo exclusivamente em defesa do INSS nos Juizados Especiais Federais.

 

Quais são as atividades que um Procurador Federal representante do INSS? Como é a rotina profissional?

Exercer a atividade consultiva e principalmente defender o INSS nas ações judiciais em que a autarquia é ré. Algumas vezes propor ações também, como a ação regressiva previdenciária contra empresas que causaram acidentes de trabalho.

Há um grande volume de trabalho, tanto em número de citações e intimações, quanto em audiências. Em média, atuo em cerca de 300 processos por mês.

 

Qual foi o momento mais engraçado ou curioso da sua carreira até agora?

Quando tinha 23 anos de idade e ao promover um atendimento como Procurador do IBAMA em Marabá um advogado de madeireiro me disse: “estagiário, chame o novo Procurador Federal, por favor”. Na época, fiquei zangado. Hoje, lembro dando um enorme riso.

 

E o mais triste?

O mais triste é ver pessoas que precisam de uma proteção social, mas que não têm direito a um benefício previdenciário.

 

O mais gosta na Instituição?

Na Procuradoria Geral Federal - PGF, o fato de ser o maior órgão da AGU em termos de número de membros e efetivar a grande maioria das políticas públicas da União, através da atividade de consultoria ou judicialmente, sendo cerca de 200 autarquias federais representadas.

No INSS, a sua grande função social em proteger mais de 100 milhões de brasileiros, que são segurados e dependentes no Regime Geral de Previdência Social.

 

O que gostaria de mudar na Instituição?

Gostaria que ambas as instituições conseguissem melhorar a estrutura para atendimento (INSS) e representação das autarquias e fundações federais (PGF). Poderíamos, desse modo, fazer ainda um melhor trabalho, honrando ainda mais os tributos pagos pelo povo brasileiro.

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FREDERICO AMADO

Frederico Amado

Procurador do INSS e Coordenador da Pós-Graduação de Direito Previdenciário Estácio/CERS, além de autor de mais de 20 obras jurídicas

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