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Entrevista - Concursos Minha trajetória nos concursos - Magistratura Estadual

04/08/2015 por Paulo Guilherme Faria

Em que momento decidiu se enveredar pelos concursos públicos?

Essa decisão surgiu durante a Faculdade de Direito. Entretanto, durante o curso, comecei a trabalhar como bancário e abandonei temporariamente a ideia. Ocorre que, cerca de quatro anos depois de encerrado o curso, não me sentia motivado no banco. Assim, decidi perseguir o meu sonho de ser Juiz.

 

Quando iniciou seu preparo? Qual metodologia usou?

Iniciei meu preparo para os concursos no começo do ano de 2007. Experimentei muitas metodologias. No início, como estava há bastante tempo sem contato com a matéria, li os principais doutrinadores de cada disciplina. Após, estudei lendo a lei seca, resumos, jurisprudência e fazendo exercícios de provas anteriores.

 

Quanto tempo demorou para ser aprovado no primeiro concurso?

Aproximadamente dois anos e seis meses.

 

Como traçou seus focos em relação às carreiras?

Procurei conhecer o trabalho de cada uma delas e escolhi como objetivo final aquela que mais se enquadrava ao meu perfil. Escolhi a Magistratura por me considerar uma pessoa justa, que sabe se colocar no lugar das outras pessoas.

 

O senhor sofreu alguma cobrança de familiares e amigos pelo resultado pretendido?

Não. Muito pelo contrário. Minha família e esposa (namorada na época) sempre acreditaram em mim. Inúmeras vezes o incentivo deles foi aquele algo a mais para que eu estudasse num dia difícil ou estando muito cansado.

 

Depois de aprovado, como foi sua rotina de Juiz de Direito recém empossado?

Passei dois meses na Escola da Magistratura e depois assumi como Juiz Substituto. O Juiz Substituto não tem uma rotina, já que as designações são muitas e a quantidade de trabalho é enorme. Nesse período tentei absorver o máximo de conhecimento prático conversando com colegas mais antigos. Nesse ponto, aliás, o meu Juiz Formador (Dr. Leonardo Breda da 2º Vara de Ituverava) foi fundamental com os seus ensinamentos.

 

Qual foi o momento mais engraçado ou curioso da sua carreira até agora?

Em uma audiência uma senhora disse que se o marido continuasse a falar de maneira grosseira com ela, seria denunciado na “Lei Maria Bethânia” (ela queria se referir a Lei 11.340/06, conhecida como Maria da Penha).

 

E o mais triste?

Fico triste com situações que envolvem crianças, principalmente as crianças e adolescentes abrigados, pois me coloco no lugar deles. Assim, acho que as visitas às casas abrigo são os momentos mais tristes da profissão.

 

Quando um acadêmico ou bacharel toma a decisão de ingressar numa carreira pública, qual o primeiro passo a ser dado?

O primeiro passo é ter determinação, organização e foco, além criar um roteiro de estudos com prazos e metas. Depois que se iniciar os estudos deve-se avaliar o conteúdo (por meio de exercícios) e direcionar o esforço para as matérias de menor afinidade.

 

O que deve esperar o concursando na hora de optar pela carreira na Magistratura?

Muito trabalho, muitas privações, mas também muita satisfação. Entregar a alguém um direito que lhe era negado não tem preço. É uma das melhores sensações que se pode experimentar.

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PAULO GUILHERME FARIA

Paulo Guilherme Faria

Juiz de Direito da Vara Distrital de Ilhabela.

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