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Quando eu era Estudante de Direito Roberta Densa

05/10/2005 por Roberta Densa
Ingressei na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie em julho de 1992. Estava confiante de que havia escolhido o curso certo e que a universidade iria me oferecer às ferramentas adequadas para, mais tarde, exercer a advocacia com o profissionalismo exigido pelo mercado de trabalho.
Sociologia, Introdução ao Estudo do Direito, Metodologia Jurídica, Teoria Geral do Estado, entre outras. Foram estas as matérias ministradas no primeiro semestre. Achava que não tinha que dar tanta importância a elas (aliás, na turma, as chamávamos de "perfumaria"). Ledo engano! Quanta falta me fizeram... Gostava mesmo das aulas de Direito Civil, que me pareciam mais práticas e saciava a curiosidade.
Procurava ler, nas obras indicadas pelos professores, a matéria que havia sido desenvolvida em sala de aula. Fazia isso porque não gostava de estudar nas vésperas das provas. Aliás, sempre achei que esta era a melhor forma de realmente fixar o aprendizado.
Comecei a fazer estágio num escritório de advocacia no 2º semestre do curso. Foi baste útil para entender as rotinas do escritório, os prazos, a forma de atender um cliente, a localização dos fóruns e, principalmente, identificar os assuntos que tinha mais afinidades.
A partir do 4º semestre entendi que deveria dar mais atenção à teoria. Deixei de fazer estágio para me sobrar mais tempo para estudar. Passei a dar aulas de literatura brasileira três vezes por semana para me ajudar nas despesas e utilizava todo o tempo livre para estudar.
No início do quarto ano ingressei como estagiária na Magistratura do Estado de São Paulo. Escolhi o então recém criado Juizado Especial Cível pois achei que poderia ser uma boa oportunidade de aprendizado. Acompanhava as audiências de instrução, atuava como conciliadora nas audiências do juizado informal de conciliação e participava das rotinas do ofício.
Posteriormente, ingressei como estagiária na Procuradora de Assistência Judiciária. Fazia o atendimento aos assistidos, acompanhava audiências, confeccionava todos os tipos de peças processuais. Sem dúvida, esta foi a experiência mais interessante durante o curso de direito, uma vez que estava no final da faculdade e foi mais fácil conciliar a teoria com a prática.
No final do quinto ano minha maior preocupação era com a prova da OAB. Havia recebido uma proposta de estágio em um escritório de advocacia e a carteira de advogada seria imprescindível para conquistar o primeiro emprego. Passei a concentrar meus estudos com base nas provas anteriores e, para a segunda fase, fiz repetidas vezes algumas peças processuais.
Enfim, o curso foi bastante útil e, de fato, me foram dadas muitas ferramentas para o exercício da profissão. Além disso, fiz amigos, conheci pessoas, viajei, e, assim como na época de estudante, continuo acreditando que é possível construir um país mais justo e solidário através do Direito.






Comentários

  • celia
    18/11/2013 19:51:35

    Roberta, gosto de sua linguagem. Suas aulas enriquecida pelas experiências práticas tornam o conteúdo dinâmico e criativo.

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ROBERTA DENSA

Roberta Densa

Advogada. Doutoranda em Direitos Difusos e Coletivos pela PUC/SP e Mestre em Direito pela Universidade Mackenzie. Professora da Universidade São Judas Tadeu. Autora de livros sobre direito do consumidor pela Editora Atlas.

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