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CRÔNICAS FORENSES Os advogados (Parte II)

04/07/2016 por Roberto Delmanto

 

Outras frases e outros conceitos sobre a advocacia e os advogados :

 De Antonio Evaristo de Moraes Filho, grande criminalista carioca da segunda metade do século passado, ao receber, no 1º Encontro Brasileiro dos Advogados Criminalistas, em setembro de 93, na cidade de Curitiba, o título de Presidente de Honra da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas : "... temos o dever de prosseguir na batalha em defesa de nosso mais importante cliente: a liberdade individual. Sabemos que no desempenho desta missão, quer nos regimes totalitários, quer nas democracias, os espinhos sangrarão nossos pés durante a caminhada. Nas ditaduras descerá sobre nós o ódio dos senhores do poder, por  'defendermos os inimigos da pátria'. No Estado de Direito Democrático, por ampararmos os odiados, acabaremos por partilhar com nossos clientes o opróbrio da opinião pública. De qualquer forma, não devemos desanimar, mesmo porque a história tem sido generosa conosco..." (Jornal Síntese, maio/junho 97).

De Voltaire, escritor e filósofo francês, sobre a advocacia:"A mais bela carreira humana"

( apud Carvalho Neto, Advogados, 1946,p.83).

 

De Alfredo Pujol, criminalista paulista da primeira metade do século passado: " O advogado tem de ser inteiramente  livre, para poder ser completamente escravo de seu dever profissional: o único juiz de sua conduta há de ser a sua própria consciência " (Processos Criminais, 1908, p. 128).

 

De José Roberto Batochio, eminente criminalista de São Paulo e ex-Presidente Nacional da Ordem:" O destinatário da franquia da inviolabilidade profissional é o cidadão, titular dos direitos patrocinados, não o advogado, mero intermediário" (A inviolabilidade do advogado).

 

De J. Soares de Mello, Professor Titular da USP, ex- Juiz Presidente do I Tribunal do Júri de São Paulo e criminalista, sobre o advogado e a palavra: "Seu rude labor, penossíssimo, de todas as horas, de toda a vida, o advogado o desempenha com a palavra " ( Perfis Acadêmicos, 1957, p. 96). E sobre a defesa: "Só merece o nome de defesa a que for livre e completa" ( O júri, 1941, p.16).

 

Do bom rei Henrique IV, que ao final de um duelo oratório entres dois advogados, bradou: "Ambos têm razão" (apud Henri Robert,  O Advogado).

 

De Trotsky, líder bolchevista: " O grande orador, quando fala, por sua garganta passa a voz de Deus".

 

De Rafael de Almeida Magalhães, ilustre advogado do Rio de Janeiro: " O advogado precisa da mais ampla liberdade de expressão para bem desempenhar o seu mandato. Os excessos de linguagem que porventura cometa na paixão do debate, lhe devem ser relevados" (Revista de Jurisprudência, vol. I, p. 375).

 

De Sobral Pinto, lendário criminalista carioca: "É  que o patrono de uma causa precisa, muitas vezes, para  bem defendê-la, assegurando assim o seu êxito, ser veemente, apaixonado, causticante. Sem que o advogado revista  a sua defesa de tais características, a sorte do cliente estará, talvez , irremediavelmente perdida" (apud Carvalho Neto, Advogados, 1946, p. 481).

 

De Ives Gandra da Silva Martins, insigne constitucionalista e tributarista: "O advogado é o maior defensor da democracia, pois luta pelas instituições sem nenhuma remuneração oficial. Políticos, membros do Ministério Público e magistrados ganham para fazê-lo. Os advogados, não, pois não têm as amarras do poder" (Reflexões sobre a vida, ed. Pax Spes, 2014, n. 253)

 

De Henri Robert: " O advogado conserva toda sua liberdade para aceitar ou recusar uma causa. Ele depende apenas de sua consciência e de seu sentimento de justiça"( O Advogado).

 

De Rui Barbosa, o maior dos advogados brasileiros: "A defesa tem sua religião, e há na defesa momentos em que aquele que apela para a Justiça está na presença de Deus" (Obras Completas, Vol.XXIII, tomo V, p. 61). E na célebre carta enviada ao famoso rábula e depois advogado criminalista da segunda metade do século retrazado e início do passado,  Evaristo de Moraes:"... Quando e como quer que se cometa um atentado, a ordem legal se manifesta necessariamente por duas exigências, a acusação e a defesa, das quais a segunda, por mais execrando  que seja o delito, não é menos especial à satisfação da moralidade pública do que a primeira " (O Dever do Advogado, Aide Editora, p. 44).

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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