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CRÔNICAS FORENSES OS ADVOGADOS (Final)

02/08/2016 por Roberto Delmanto

 

Ainda frases e conceitos sobre a advocacia e os advogados.

 

Do Ministro Ribeiro da Costa, inesquecível Presidente do STF: “Só uma luz nesta sombra, nesta treva, brilha intensa no seio dos autos. É a voz da defesa, a palavra candente do advogado, a sua lógica, a sua dedicação, o seu cabedal de estudo, de análise e de dialética. Onde for ausente a sua palavra, não haverá justiça, nem lei, nem liberdade, nem honra, nem vida” (D.J.U., 12.12.63, p. 4366).

 

De Sobral Pinto, notável criminalista carioca da primeira metade do século passado: “Deus que tudo sabe, e tudo pode, antes de proferir a sua sentença contra Caim, que acabara de derramar o sangue de seu irmão, quis ouví-lo como narra explicitamente a Sagrada Escritura, dando aos homens, com este exemplo, a indicação irremovível de que o direito de defesa é, entre todos, o mais sagrado e inviolável” (apud  Pedro Paulo Filho, A Revolução da Palavra, 2ª ed., p. 168).

 

De René Ariel Dotti, eminente penalista e advogado criminal paranaense, comentando meu primeiro livro de crônicas “Causos Criminais” : “A boa alma do advogado, na convivência com os personagens da ‘divina comédia’ da existência, não padece no purgatório ou no inferno, mas conserva, na memória de humanidade, os momentos de paraíso” (artigo “Boa Leitura de Férias”, Breviário Forense, O Estado do Paraná, 12.01.03). E para seus colegas de escritório: “Não se abatam. Lutem. Nós, os advogados, temos a força da lei, a força da petição”.

 

Do advogado Eduardo Couture aos seus pares: “Teu dever é lutar pelo direito, mas no dia em que encontrares o direito em conflito com a justiça, luta pela justiça”.

 

De Eliézer Rosa, lendário magistrado carioca, conhecido como “o bom juiz”: “Vi causas ruírem pela impertinência do advogado, vi causas aparentemente perdidas irem-se erguendo, construindo, embelezando, ganhando formas empolgantes, a cada pergunta feita e a cada resposta dada. A prova é o campo de eleição do advogado. Um grande advogado é um grande artista da prova, é na prova que se prova o advogado” (Dicionário de Processo Penal, 1975, verbete “Ampla Defesa”). E, naquele que talvez tenha sido o maior elogio já feito por um juiz aos criminalistas: “O advogado criminal tem um pouco de diabo e muito de anjo”.

 

De Robert H. Jackson, ex-promotor Chefe nos Julgamentos de Nuremberg e, depois, Ministro da Suprema Corte dos EUA: “Qualquer que seja a natureza da sociedade, a vida dos indivíduos é mais garantida e mais esperançosa por que há advogados fieis à sua profissão”.

 

Do paulista Raif Kurban, um advogado completo: “A advocacia é e sempre será uma fortaleza da cidadania”.

 

De José Rodrigues Vieira Netto, grande advogado e professor paranaense, cassado e perseguido pela Ditadura Militar: “Primeiro, estudareis o caso e aprendereis com o cliente todos os detalhes de sua pretensão ou de sua defesa. Depois, ireis pensar na conta dos honorários” (apud Cecília Maria Vieira Helm, livro homônimo, ed. OAB/PR, 2012, p. 341).

 

Do ex-Ministro do STJ Assis Toledo: “O nobre exercício da advocacia não se confunde com um ato de guerra, em que todas as armas, por mais desleais que sejam, possam ser utilizadas” (RHC 4.889/SP, j.02/10/85, Bol. AASP n. 1999).

 

Sobre meu pai, o criminalista Dante Delmanto: “Era enamorado de sua arte, à qual devotava as primícias de seu talento insigne e para quem a felicidade consistia em fazer do seu trabalho a sua paixão” (Jackson Matos Braga, leitor de Brasília, “O Estado”, 10.06.86). E ainda a respeito do saudoso tribuno, escreveu o ilustre advogado criminal, depois Desembargador, Carlos Biasotti: “Quando esse titã do Júri inclinou mortalmente a fronte, os advogados de São Paulo sentiram que os deixava o último de uma geração de grandes” (Conferência proferida em 29.06.00, na ACRIMESP, sobre o tema “Advocacia Criminal: Excelsa Profissão”).

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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