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Crônicas Forenses O Machão

01/07/2008 por Roberto Delmanto
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Armando Tibério foi um dos melhores escrivães que a Polícia Civil de São Paulo já teve.
Um verdadeiro gentleman, além de simpático, diplomata, competente, correto e fiel aos amigos, tinha mais uma qualidade que o distinguia: era o ser mais calmo e tranqüilo do mundo, incapaz de "matar uma mosca"...

Os Delegados disputavam o privilégio de tê-lo como seu escrivão.

Um deles, apesar de ser uma pessoa honesta e diligente, com relevantes serviços prestados à instituição policial, tinha um defeito: quando ficava nervoso, tornava-se violento; não era um "torturador" propriamente dito, mas chegava a dar uns bons tapas em alguns detidos...

Certo dia, em pleno corredor do Distrito Policial, o referido Delegado dava uns sopapos em um negro alto e forte, acusado de estupro, o qual estava seguro por dois investigadores.
Um outro policial, querendo bajular o Delegado, falou, então, em voz alta, para que o "chefe" ouvisse: "Como o doutor é machão!"

Foi aí que Armando Tibério, com a voz calma e pausada de sempre, comentou em tom baixo: "Assim, com duas pessoas segurando o infeliz, eu também sou machão"...
Foi o bastante para que, dali em diante, pelo resto da vida, o estimado e pacífico escrivão ganhasse dos colegas o apelido de "Machão"...

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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