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Crônicas Forense O Depósito

13/02/2008 por Roberto Delmanto

O Depósito

 

 

O juiz era honestíssimo, mas o escrivão, segundo se comentava, "vendia" suas sentenças.

 

Dizia aos interessados que, se o resultado não saísse como esperado, nada pagariam; daí, não correriam riscos...

 

Certo advogado ficou devendo ao escrivão o correspondente hoje a cerca de dez mil reais.

 

Pressionado, o bacharel acabou emitindo um cheque dessa quantia ao portador, o que era permitido na época, entregando-o ao escrivão.

 

Antes disso, porém, cuidou de deixar em sua conta corrente apenas nove mil e quinhentos reais, inviabilizando, assim, o desconto do cheque.

 

Durante o expediente o escrivão foi correndo à agência do banco, próxima ao Fórum Criminal. A "caixa" informou-lhe, todavia, da falta de fundos.

 

Com sua proverbial lábia, o escrivão conseguiu saber da jovem bancária que faltavam na conta quinhentos reais.

 

Foi, então, até seu próprio banco e sacou, de sua conta pessoal, os quinhentos reais faltantes; voltando ao banco do advogado, depositou essa importância na conta dele e conseguiu descontar o malfadado cheque de dez mil reais.

 

O bacharel teve a maior surpresa quando, no dia seguinte, descobriu que sua conta bancária tinha sido zerada...

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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