Página Inicial   >   Colunas

CRÔNICAS FORENSES O Cliente que estava e não estava

02/06/2014 por Roberto Delmanto

 

Um  cliente do combativo criminalista Maviael José da Silva tivera, sem qualquer justificativa, decretada a prisão preventiva. Não se conformando com a ilegalidade dessa medida extrema, o acusado, com a concordância do advogado, optou por não se apresentar, resguardando-se até que fossem tomadas as providências judiciais cabíveis.

O que, segundo a melhor jurisprudência, inclusive do Supremo, é um direito do réu, não podendo ser confundido com uma fuga anterior à prisão preventiva.

Antes de impetrar um habeas corpus, o causídico optou por fazer um pedido de reconsideração ao magistrado, demonstrando estarem ausentes os pressupostos e requisitos da prisão cautelar.

Ao despachar a petição, travou-se o seguinte diálogo entre o juiz e o advogado:

“Juiz: Doutor, seu cliente tá aí?

Advogado:Excelência, tá e não tá.

Juiz: Como tá e não tá?

Advogado: Se o senhor for revogar a prisão, eu dou um telefonema e em dez minutos ele tá.

Mas, se o senhor não for revogar, eu acho que ele não tá...

Juiz (após reler a petição):

Doutor, pode telefonar para o cliente.”

Foi o que, de imediato, fez o criminalista. Em poucos minutos o acusado se apresentou ao magistrado e este revogou a preventiva, permitindo que ele, merecidamente, pudesse se defender em liberdade...

Comentários

BEM-VINDO À CARTA FORENSE | LOG IN
E-MAIL:
SENHA: OK esqueceu?

ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

NEWSLETTER

Receba nossas novidades

© 2001-2019 - Jornal Carta Forense, São Paulo

tel: (11) 3045-8488 e-mail: contato@cartaforense.com.br