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Crônicas Forenses O CINEMA E O JÚRI (PARTE III)

03/10/2018 por Roberto Delmanto

 

Entre os melhores filmes sobre julgamentos populares, destaco o conhecido Doze Homens e uma Sentença.

 

Norte-americano, se passa em meados do século passado, no sul dos Estados Unidos.

 

A película se inicia já na sala de votação, onde os doze jurados devem chegar a uma decisão obrigatoriamente unânime. Ao contrário do modelo brasileiro, em que o veredito não precisa ter unanimidade e os juízes de fato são apenas sete, não podendo discutir o caso entre si, lá o debate é obrigatório, sob o comando de um dos jurados, escolhido como líder pelos demais.

 

Não tendo o filme mostrado a defesa e a acusação, ficamos sabendo que há prova testemunhal idônea sobre a autoria. Um dos jurados toma logo a palavra e diz não haver qual- quer dúvida sobre a culpa do acusado, devendo-se desde logo condená-lo.

 

Na sala faz muito calor e todos concordam, com exceção de um deles, contra o qual se voltam os demais.Mas, resoluto, ele vai levantando dúvidas, uma a uma, inclusive porque entre a cena do crime e a testemunha ocular  passara rapidamente um trem, prejudicando em parte a sua  visão.

 

Os  outros jurados, pouco a pouco, vão se convencendo da fragilidade da prova e optando pela improcedência da acusação. Menos um, que se mantém irredutível e contra o qual  se voltam, então, agressivamente, os outros.Até que esse último jurado acaba, por fim, decidindo pela absolvição, tornando-a unânime.

 

O roteiro, inicialmente concebido para o teatro, foi adaptado para o cinema, onde teve duas versões: a primeira, mais antiga, estrelada por Henry Fonda, e a segunda, mais recente, por Jack Lemmon.

 

Difícil dizer qual a versão melhor, mas ambas são imperdíveis, e nelas vemos a precariedade da prova testemunhal, chamada, com razão, de " a prostituta das provas", e a cautela que se deve ter na sua apreciação...

 

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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