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CRÔNICAS FORENSES O Biombo

01/06/2012 por Roberto Delmanto

Dr. Paulo de Barros foi, durante muitos anos, o Depositário Público em São Paulo. Homem culto, refinado e inteligente, dirigia seu Cartório de modo exemplar. Tudo ali corria de forma absolutamente correta e organizada, jamais tendo desaparecido ou se perdido qualquer bem ali depositado.

 

Próximo de sua aposentadoria, passou a dar um expediente mais curto, chegando após o início dos trabalhos forenses ou saindo antes do seu término. O que não comprometia o bom andamento do Cartório, em virtude da boa e treinada equipe de serventuários que havia montado e do controle que sobre ela continuava a manter.

 

Tendo assumido a Vara responsável pelo Depositário Público um jovem juiz, o Dr. Paulo percebeu que o mesmo, várias vezes, chegava até a porta do Cartório dando uma olhada para ver se ele estava presente.

 

Incomodado com a situação, mas não desejando mudar seus hábitos, o Dr. Paulo não teve dúvida: mandou comprar um biombo e colocou-o defronte a sua mesa, que ficava no fundo do Cartório. A partir desse dia, quando o magistrado ia olhar na porta do Cartório, só via o biombo, ficando sem saber se o Dr. Paulo ali estava ou não...

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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