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COTIDIANO Jovens têm orgulho do Brasil

01/10/2012 por Luiz Flávio Gomes

O Brasil é rico, mas não é um país em que a riqueza seja de todos ou da maioria. Continua, no entanto, muito desigual, miserável, doente, analfabeto e extremamente violento. É a sexta economia mais forte do mundo, será sede da Copa do Mundo de 2014, sede das Olimpíadas em 2016, conta com baixo índice de desemprego e é destaque internacional como polo de investimento, desenvolvimento (ainda que não na velocidade que deveria) e de oportunidades.

 

É nesse contexto que 89% dos jovens (18 a 24 anos) têm orgulho de ser brasileiros; 76% acreditam que o Brasil está mudando para melhor e 86% afirmaram que o país é importante no mundo hoje (revelou a pesquisa Sonho brasileiro, divulgada em 13/06/11).

 

O otimismo do jovem brasileiro nos parece algo positivo, mas é de se lamentar que esteja fundado muito mais em uma percepção subjetiva que em dados objetivos. O Brasil continua sendo uma potência econômica com os pés de barro. Ocupa o 73º lugar no ranking internacional da igualdade social (o IDHAD - Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade - Relatório de Desenvolvimento Humano – PNUD), a 4ª posição no ranking das nações com pior distribuição de renda da América Latina (Relatório sobre cidades latino-americanas da ONU) e ainda possui 16 milhões de pessoas em situação de pobreza extrema (ou seja, com renda mensal de até 70 reais)?

 

A revolução aqui tem que ser feita por meio da educação de qualidade. A propósito, nas vésperas do recesso de julho (de 2012) foi aprovado um projeto, em caráter terminativo, por uma Comissão Especial da Câmara dos Deputados, obrigando a União, os Estados e os Municípios a destinarem 10% do PIB para a educação pública (hoje o Brasil gasta 5,1% do PIB nessa área).

 

O governo tentou derrubar o projeto, mas não conseguiu. Agora ele vai para a Comissão de Constituição e Justiça somente para redação final. Em seguida iniciará sua tramitação no Senado Federal. Nas mãos dos senadores está uma das grandes soluções para nossos endêmicos problemas. A oligarquia formada pelo governo, mídias e poder econômico já começou a bombardear o projeto. Pretende, claro, não alterar nunca o modelo econômico neoliberal escravagista. 

 

O Estado de S. Paulo de 14.09.12 (p. A3) chegou a sublinhar o que segue: “A educação é prioritária, mas a destinação de recursos para o setor tem de ser compatível com a realidade orçamentária. É por isso que cabe ao Senado derrubar essa proposta, não se curvando às pressões de ONGs e movimentos sociais”.

 

Se a educação é prioritária (e efetivamente é), todo esforço deve ser feito para aprovar esse projeto, redirecionando-se recursos para essa finalidade sublime. Outra forma de buscar recursos consiste no rigoroso controle da corrupção, que constitui um dos mais graves problemas da nação.

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LUIZ FLÁVIO GOMES

Luiz Flávio Gomes

Deputado Federal eleito. Criador do Movimento Quero um Brasil Ético.
Doutor em Direito. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do atualidadesdodireito.com.br. Foi Investigador de Polícia, Delegado de Polícia, Promotor de Justiça. Juiz de Direito e Advogado.
www.ProfessorLuizFlavioGomes.com.br

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