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Folha do Acadêmico Curso de Direito. antes, durante e depois

 

A escolha de um curso superior nem sempre é fácil. É verdade que há algumas pessoas que, desde criança, já afirmam o que serão quando adultos. Médico, jogador de futebol e policial estão entre as profissões mais cobiçadas. Segue a vida o seu curso natural e eis que, de repente, surge a necessidade de optar por um curso universitário. Na família ou entre amigos surge a pergunta inevitável:  "que faculdade você vai fazer?" Surpreso, pouco mais do que uma criança,  responde o adolescente o que lhe vem à mente para livrar-se do problema:  "Sei lá!"

                       

O tempo passa. Indeciso, ouve seus familiares, um primo mais velho  ou seus amigos mais chegados. Alguns lhe respondem, sob a ótica do dinheiro, que um geólogo está ganhando bem.  Outros, aparentando segurança, afirmam que ser jornalista é mais emocionante. Mas a grande maioria dirá que o Direito é o que abre maior campo de possibilidades. E lá vai o jovem matricular-se no vestibular de Direito.  Não se preocupa muito com a faculdade, na errada visão de que todas são a mesma coisa. A avaliação nessa fase é mais pela intuição do que pela razão.   

                      

Assim se passou comigo. Com apenas 17 anos, época em que só me interessava a prática da natação e aproveitar a vida, de repente me vi obrigado a escolher a faculdade. Fui fazer Direito apenas porque era o curso do meu irmão mais velho. Não tinha a mínima idéia se era o que eu desejava. Desconhecia por completo as matérias. Aliás, na verdade eu não sabia o que queria ser na vida adulta. Aprovado, levei 2 anos para incorporar o ambiente universitário à minha vida.  Somente no terceiro ano passei dedicar-me com afinco aos estudos e a ter uma experiência prática mais profunda, em um escritório de advocacia. Na época havia campo de trabalho para todos, ainda que o regime político fosse ditatorial. Estávamos nos anos 1960.

                       

Hoje, a situação é bem diferente. E muito mais difícil para o jovem estudante ou recém-formado em Direito. A começar pela multiplicação astronômica do número de Faculdades de Direito, que já superam 1.000. Concursos públicos existem, mas a concorrência é grande. O exame da Ordem dos Advogados do  Brasil, outrora relativamente fácil, passou a ser um obstáculo rigoroso. O mercado de trabalho está saturado.

                       

Vendo tantos jovens envolvidos em dúvidas, animei-me a pôr em um livro a minha experiência de vida. Valendo-me de tudo o que vi, ouvi e senti em quase 40 anos de atuação na área. De estagiário no Cartório do 2º Oficio Criminal da Comarca de Santos, SP, com 19 anos de idade, a Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, RS. Advogado, Promotor, Juiz Federal, Corregedor e Presidente de Tribunal, Presidente de associação de classe, Professor, tudo enfim. Só não fui Oficial de Justiça. Longa e feliz foi, e continua sendo, a caminhada, vivendo e trabalhando em 5 estados diferentes, com uma temporada estudando em Roma, Itália,

 

                      

Pois bem, atento à atual realidade, constatando diariamente as dificuldades dos jovens estudantes e recém-formados, observando os erros e acertos cometidos pelos iniciantes nessa importante fase de suas vidas, veio-me a idéia de escrever um livro que pudesse ajudá-los a encontrar o seu caminho. A alcançar a mais ampla realização pessoal e profissional. A evitar os maus passos, que levam tantos jovens promissores a uma situação marginal. A não fazer, por exemplo, aquilo que fez um colega de turma de Faculdade. Recém-formados, fomos aprovados em um concurso para Delegado da Polícia Federal. Ele, que trabalhava há anos em um banco, imediatamente procurou o gerente e disse-lhe tudo que tinha engasgado por anos na garganta. Dias depois, vem a notícia: nem todos os aprovados seriam chamados, mas apenas os 50 primeiros classificados. E ele não estava entre eles. Desnecessário dizer que ficou sem a Polícia e sem o Banco.

                       

A obra em questão vai da escolha da Faculdade de Direito até o exercício da profissão eleita. Conselhos sobre como aproveitar bem o curso, oportunidades oferecidas nos estágios, análise da opção profissional a ser seguida, o exame da OAB, concursos públicos, oportunidades a serem aproveitadas, tudo dito com clareza e exemplos colhidos na vida real.

                      

Mas os conselhos não ficam restritos à atuação profissional. Vão também à necessidade de cuidar da imagem, dos relacionamentos (networking), vantagens e desvantagens de estudar no exterior, como conciliar a vida profissional e a familiar, a necessidade da cultura geral, a importância de praticar esportes, as profissões para-legais, a ação positiva sem medo de ser feliz e até mesmo uma mensagem aos que não conseguem aprovação no exame de Ordem.  Tudo é exposto com referências a sites e outros indicadores.

                      

E mais. O livro não é apenas o retrato da minha visão e da minha experiência. Ele contém, ainda, 15 entrevistas com profissionais das mais diversas áreas.  Dos mais cobiçados cargos públicos, como os de juiz ou agente do Ministério Público, até os de nível médio. Assim, desfilam os depoimentos de exemplares histórias de vida e de como se conseguiu o sucesso. Advogado, Juiz de Direito, Delegado, Oficial de Justiça, Analista Judiciário da Justiça do Trabalho, Professor de Direito e outros tantos narram seus esforços e estratégias para atingir os objetivos. Propositadamente, foram escolhidas pessoas de 10 estados diferentes, a fim de que a visão se tornasse a mais ampla possível.

                       

Encerrando, deixo registrado que o principal objetivo deste livro é o de auxiliar  a grande quantidade de jovens brasileiros que optam pelo curso de Direito. Espero poder indicar-lhes o melhor caminho, não apenas nos estudos universitários, mas também na vida profissional posterior.  Que ao sucesso que venham a ter possam acrescentar o progresso de nosso Brasil, tão necessitado de boas lideranças.

 

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VLADIMIR PASSOS DE FREITAS

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