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Crônicas Forenses A Rainha da Bateria

30/01/2007 por Roberto Delmanto

O executivo era cliente e amigo da advogada há muitos anos. Sabia que ela havia se separado, após duas décadas de casamento, e que agora se reconciliara com o marido. Ignorava, entretanto, os detalhes do que ocorrera entre o casal.

 

Naquela tarde, sairam os três do escritório da causídica no carro desta, dirigido pelo marido. Iam deixá-la no aeroporto e depois seguiriam para um tabelionato, onde o executivo assinaria uma escritura.

 

No caminho, a advogada, sem qualquer prurido, passou a contar ao executivo o que ocorrera: "Esse sem vergonha"  - disse, se referindo ao marido -  "arrumou uma amante, uma negra horrível, gorda e desclassificada, e eu o botei para fora de casa. Agora, depois de dois anos e dele muito implorar, resolvi lhe dar uma chance, e, na semana passada, deixei ele voltar para o nosso apartamento".

 

O marido, absolutamente mudo, permanecia impassível ao volante do carro.

Mas logo depois que deixaram a mulher no aeroporto, ele desabafou para o executivo: "É mentira dela, eu tive mesmo uma amante, mas era uma mulata de 25 anos, linda e escultural". E - com um indisfarçável     sorriso -  acrescentou: "Ela era a rainha da bateria da Escola de Samba Rosas de Ouro"...

 

 

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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