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CRÔNICAS FORENSES A metralhadora portátil

04/02/2014 por Roberto Delmanto

 

Diz o ditado “que o homem perdoa e esquece; a mulher perdoa, mas não esquece”.

 

Casado há muitos anos, com filhos adultos e já com netos, o advogado se considerava um homem feliz. Tivera dificuldades no seu casamento, como em geral ocorre, mas Deus lhe dera esta graça: só conseguia se lembrar das coisas boas, que foram muitas.

 

Certo dia, na estrada a caminho da praia, a esposa, repentinamente, passou a recordar em voz alta todos os momentos ruins da relação, desde o tempo de namoro até quase a época atual.

 

O advogado, concentrado na direção do veículo, ouviu-a pacientemente, sem nada a retrucar.

 

Como “quando um não quer, dois não brigam”, não houve discussão e mudaram de assunto.

 

No dia seguinte, no café da manhã, a esposa reclamou que acordara com o braço direito dolorido. Então, o advogado, não resistindo, lhe disse: “Foi por causa da metralhadora”.

 

Ela, sem entender, indagou: “Que metralhadora?” Ao que ele respondeu: “A metralhadora portátil com que você me fuzilou ontem “...

 

Ambos caíram na risada e passaram um ótimo fim de semana.

 

Afinal, segundo o verso inglês, “The secret of happiness” (“O segredo da felicidade”) consiste em “Be to her virtues very kind and, to her fauts, a litle blind.”

 

Em tradução livre: “Dar muito valor às suas virtudes e ser, para seus defeitos, um pouco cego”.

 

Ou melhor, no causo aqui narrado, um pouco (ou muito) surdo...  

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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