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CRÔNICAS FORENSES A Beca, o Júri e o Motel

04/11/2014 por Roberto Delmanto

 

Já consagrado, o criminalista era um orador notável, brilhando em sustentações orais e principalmente no júri.

 

Quando, com a cabeleira precocemente  grisalha  e sua impecável beca, assumia a tribuna da defesa nos julgamentos populares, provocava enorme admiração em ambos os sexos.

 

Entre os seus admiradores havia uma jovem e bela advogada que jamais deixava de assistir aos júris do criminalista, mesmo que no interior do Estado. Enquanto estava casado, resistiu às investidas amorosas da moça, que invariavelmente ocorriam após o término das sessões do Tribunal Popular.

 

Até que, depois de separado, ao final de um vitorioso julgamento em Comarca vizinha a São Paulo, o criminalista acedeu ao convite da moça para irem jantar.

 

Durante este, em aconchegante restaurante perto do Fórum, o clima romântico entre ambos aumentou e, daí, a ida para um motel da cidade foi inevitável.

 

O criminalista escolheu o melhor quarto e tudo parecia caminhando para aquele momento em que corpo e alma se encontram na magia do amor.

 

Foi quando, em pleno enlevo, a jovem lhe fez um insólito pedido: que vestisse a beca.Cavalheiro, o colega não me contou o nome da moça nem o que aconteceu depois...

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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